A nova (e sensacional) redação do Wall Street Journal

Aqui neste link.

http://derepente.com.br/2009/08/13/a-redacao-do-wall-street-journal-em-imagens/

Adeus, NextFest

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A Wired anunciou o cancelamento da NextFest. Não foi a única baixa da plataforma de cross-media da Condé Nast: também foram pro saco a Fashion Rocks e a Movies Rock.

A NextFest em si nunca foi  rentável para a Wired – o ganho estava no aumento das páginas publicitárias gerado pelos patrocinadores do evento.

Via MidiaWeek

As agências começaram a pular do barco?

A Economist dessa semana tem duas matérias sobre publicidade que podiam ser uma só. A primeira, Nothing to Shout About, é aquele desfile deseperador de más notícias: um estudo feito pela Magma prevê que o gasto com anúncios vai cair 14,5% neste ano. (Dividido por setores: revista cai 18,3%, rádio cai 21,8%, jornal cai 26,5% e até internet cai – 2,2%). Normal até, tamanho o buraco econômico nos EUA. O problema maior está no ano que vem: mais uma queda prevista, de 2,1%, e cada vez mais gente apostando que a publicidade não vai acompanhar a recuperação do resto do país. A crise é mais do que econômica: é do modelo negócio. A discussão é boa e não há consenso – e a Economist traz gente dizendo que tá todo mundo ferrado e que a coisa não é bem assim.

A outra matéria, Stretching the accordion, dá conta de como as agências estão começando a diversificar seus negócios. Se o barco está afundando, é hora de ganhar dinheiro em outras paradas. Alguns exemplos:

KBP: abriu uma empresa de RP, uma da análise de dados e uma de gerenciamento de investimentos.

Euro RSCG: comprou um selo musical, o The Hours (selo musical? vai entender) e uma agência de planejamento de eventos.

Ogilvy: lançou o OgilvyEarth, que faz consultoria ecológica, e uma divisão que aconselha empresas sobre como utilizar suas verbas de marketing.

BBH: abriu uma nova divisão, chamada Zag, que desenvolve, faz o marketing e distribui os próprios produtos. Entre seus sucessos está uma linha de comida vegetariana pré-embalada vendida nos supermercados Tesco.

Só não deu pra entender como é que a Economist não citou o Nizan neste movimento mundial.

Abre. Mais. Visionário. Ever.

In the fourth issue of Wired magazine, in the fall of 1993, just as the Internet was entering public consciousness, Michael Crichton, the author of The Andromeda Strain and Jurassic Park, wrote an essay arguing that newspapers were doomed because they were too dumb. As information became cheaper, more plentiful, and easier to get, consumers, he argued, would become ever more immersed in their specific interests and understand that their more generally oriented paper—at least in the matter of a reader’s special interest, but also by inference everything else—had no idea what it was talking about.

O Michael Crichton não me anima muito não. Mas o cara ter escrito isso em 1993,  aí ele me impressionou. O trecho acima está numa matéria da Vanity Fair sobre o Politico.com. Vale ler clicando neste link aqui.

Homem usa bolsa?

A tese para diminuir o tamanho das revistas femininas (tipo Gloss) era que assim elas caberiam numa bolsa – um formato mais, digamos, user-friendly.

Então pq raios as revistas masculinas inglesas estão lançando versões mini???? É para levar na pochete?

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Via Designin Magazines

Adolescentes não gostam de ler e outras cascatas

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O Mr. Magazine entrevistou Jayne Jamison, editora da Seventeen. A entrevista completa está aqui. Abaixo, algumas partes interessantes (que eu não vou traduzir pq é graaaande demais.)

Sobre adolescentes não lerem:

Clearly, teenagers multi-task and they are veracious with their media usage. But magazines have always been and continue to be a really important source for beauty and fashion trend information for young women. What has been so interesting to me is when you see the success of Twilight for example, which sold 16% of all books in the United States in the first quarter of this year (all four books). I don’t think that those are a lot of adult women reading those titles. So, I think that what people need to understand is that teens, especially female teens have always enjoyed magazines. But advertisers have walked away from this market, and it’s not really a readership problem, it’s an advertising problem. And if you look at the magazines in this category that are no longer in business, all of them were delivering very large rate bases. It wasn’t like any of them had lowered their rate base. If you look at Seventeen, we’re going to be 65 years young this year. We sold 350,000 copies on average on the newsstands in the first half of this year, which makes us the 9th largest women’s magazine on the newsstands in America. So, I don’t know how people can say teens don’t read.

Sobre dar brindes e produtos grátis (uma das principais estratégias comerciais da revista):

That’s the utility of the brand, that we give them great information, but they can also get great stuff, which is what every teenager wants. We give them all this great stuff and there is nothing a teenager wants more than to get something in the mail. It’s just so funny because people think that teens are so consumed with being online, but what they don’t realize is that when you’re a teenage girl you’re looking for information. There are certain things you’re just not just going to discuss with friends on Facebook.

Sobre como atrair anunciantes:

I think the model has changed for us in that everything we do, pretty much, is cross-platform and we’ve sold some advertisers some very large schedules that include big web components, mobile components, we’re on “America’s Next Top Model”. The future is complete integration for the advertiser, which is what they want, and again cross-platform is so easy to do. The advertiser has the benefit of reaching girls on the web as well as in the magazine, on their cell phones and I think that’s going to be the future for everybody.

Como se faz uma home page do NYTimes.com

Não é olhando para estatísticas de audiência, garantem os editores Jim Roberts, do site, e Jonathan Landman,  do jornal.

Mr Landman e Mr. Roberts dizem que estatísticas de audiência não têm influência no que eles escolhem para colocar na primeira página do jornal ou na home page do site. “Se eu tivesse mais tempo, eu provavelmente investigaria melhor o que nossos leitores estão fazendo”, diz Roberts.  “Mas eu acho que gostaria mais de ler tendências amplas do que algo específico, minuto-a-minuto – como se os leitores estão mais interessados em ciência ou moda”, diz Roberts.

Via The New York Observer.