A Economist dessa semana tem duas matérias sobre publicidade que podiam ser uma só. A primeira, Nothing to Shout About, é aquele desfile deseperador de más notícias: um estudo feito pela Magma prevê que o gasto com anúncios vai cair 14,5% neste ano. (Dividido por setores: revista cai 18,3%, rádio cai 21,8%, jornal cai 26,5% e até internet cai – 2,2%). Normal até, tamanho o buraco econômico nos EUA. O problema maior está no ano que vem: mais uma queda prevista, de 2,1%, e cada vez mais gente apostando que a publicidade não vai acompanhar a recuperação do resto do país. A crise é mais do que econômica: é do modelo negócio. A discussão é boa e não há consenso – e a Economist traz gente dizendo que tá todo mundo ferrado e que a coisa não é bem assim.
A outra matéria, Stretching the accordion, dá conta de como as agências estão começando a diversificar seus negócios. Se o barco está afundando, é hora de ganhar dinheiro em outras paradas. Alguns exemplos:
KBP: abriu uma empresa de RP, uma da análise de dados e uma de gerenciamento de investimentos.
Euro RSCG: comprou um selo musical, o The Hours (selo musical? vai entender) e uma agência de planejamento de eventos.
Ogilvy: lançou o OgilvyEarth, que faz consultoria ecológica, e uma divisão que aconselha empresas sobre como utilizar suas verbas de marketing.
BBH: abriu uma nova divisão, chamada Zag, que desenvolve, faz o marketing e distribui os próprios produtos. Entre seus sucessos está uma linha de comida vegetariana pré-embalada vendida nos supermercados Tesco.
Só não deu pra entender como é que a Economist não citou o Nizan neste movimento mundial.